“Pare, Escute, Olhe”

 Con algo de retraso, no quiero privaros de un nuevo texto en relación a esta denuncia que desde OLEOPOLIS venimos apoyando desde hace ya algún tiempo y que no es otra que la oposición al cierre de la línea férrea del Tua en la región portuguesa de Tras os Montes y la inundación de la zona por un embalse.

Por si eran pocos los argumentos de defensa de este patrimonio, un documental viene ahora a poner de relieve la falta de atención y compromiso de los sucesivos gobiernos con la región, sus comunicaciones y transportes. El trailer del documental es lo suficientemente significativo, como también lo es la nota de prensa del MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua, que os transcribo integra en portugués.

 “É com prazer que o MCLT – Movimento Cívico pela Linha do Tua o vem convidar a assistir à passagem do filme “Pare, Escute, Olhe”, no âmbito do VII Festival Internacional de Cinema Doclisboa. 

Este filme, com realização de Jorge Pelicano e produção de Rosa Silva, é uma obra que retrata de forma fiel o abandono a que a região de Trás-os-Montes e Alto Douro tem sido votada. Tem como pedra de toque a Linha do Tua e todas as promessas vãs, traições e oportunismos políticos a si relacionadas, desde o final da década de 1980 até aos dias de hoje, onde se encontra ameaçada pela intenção de construção de uma barragem que não reúne nenhum ponto positivo a seu favor.

 Na aproximação da estreia deste documentário de valor inestimável, e no rescaldo das eleições legislativas e autárquicas, o MCLT vem por este meio reforçar a sua convicção numa Linha do Tua renovada e numa região revigorada a partir desta, onde a barragem do Tua é uma ofensa total à própria identidade do país.

 O autoritarismo do Governo de José Sócrates terminou, e as suas tentativas de formar uma coligação no seio da Assembleia da República (AR) foram infrutíferas. No plano regional, o PS saiu do distrito de Bragança com uma categórica derrota, ao passar de 2 para apenas 1 deputado eleito na AR, no decurso das vergonhosas declarações do deputado Mota Andrade e do ex-deputado Luís Vaz sobre a Linha do Tua. A mesma posição de seguidismo e obediência à cúpula do partido foi assumida nesta matéria pela derrotada candidata socialista à Câmara Municipal de Mirandela; para este partido, o Vale e a Linha do Tua devem morrer, custe o que custar, doa a quem doer.

 Relembramos que em Julho passado, a Petição pela Linha do Tua VIVA recebeu, em plenário na AR, o apoio total de todos os Partidos da Oposição. É pois chegada a hora do MCLT convidar todos estes Partidos a suportarem, a partir desta Petição, assinada não só por cidadãos nacionais mas também internacionais, uma acção enérgica com uma proposta que expresse de forma clara que não é a vontade do país destruir o Vale e a Linha do Tua sob argumentos falsos de índole energética. É também uma oportunidade para o maior Partido da Oposição se redimir dos erros do passado, quando sob a alçada do governo de Cavaco Silva o comboio em Trás-os-Montes foi quase exterminado até às últimas consequências.

 Deixamos-lhe desta forma as seguintes hiperligações onde poderá ter uma melhor antevisão desta obra cinematográfica sobre uma história de abandono e oportunismo político, sintomática das causas de desertificação do Interior de Portugal: 

  1. http://www.pareescuteolhe.com/ – Site oficial do filme, com trailer disponível;
  2. http://pareescuteolhedoc.blogspot.com/ – Blogue oficial do filme;
  3. http://savetua.blogspot.com/ – Blogue não oficial do filme;
  4. http://www.doclisboa.org/filmesAaZ/filmes/filmeP04.php – Página do filme no site oficial do Doclisboa

O MCLT aproveita ainda para agradecer o enorme contributo e enaltecer o espírito de sacrifício de Jorge Pelicano e Rosa Silva, que tornaram possível este filme, que será seguramente um duro despertar de consciências num país que se desconhece a si próprio. Para ambos, um grande bem-haja!

 MCLT, 17 de Outubro de 2009

www.linhadotua.net

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1 comentario

Archivado bajo Turismo Ferroviario

Una respuesta a ““Pare, Escute, Olhe”

  1. Te felicito por apoyar la iniciativa.

    Curiosamente en ningún momento se habla de reponer la línea, tan maltratada desde siempre por la CP. Desgraciadamente los transmontanos lo tienen crudo.

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